Polícia DESCULPAS PÚBLICAS
Abilio Brunini pede desculpas a Erika Hilton por fala durante CPMI do 8 de Janeiro
Prefeito de Cuiabá publicou retratação nas redes sociais como uma das condições de transação penal oferecida pela PGR em processo por injúria
29/09/2026 14h24
Por: Redação H1MT
Reprodução

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou um pedido público de desculpas à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) por ofensas dirigidas à parlamentar durante uma sessão da CPMI dos atos de 8 de Janeiro, realizada em 2023.

A retratação foi divulgada nas redes sociais na segunda-feira (28) e, segundo o próprio prefeito, faz parte das condições de uma transação penal oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

No texto, Abilio reconheceu que, durante uma discussão ocorrida em 11 de julho de 2023, direcionou palavras à deputada que atingiram a honra da parlamentar. Ele classificou sua própria conduta como “inadequada e desrespeitosa” e apresentou o pedido de desculpas. 

Episódio ocorreu durante CPMI

Na época do episódio, Abilio era deputado federal por Mato Grosso e participava, como suplente, dos trabalhos da comissão que investigava os atos de 8 de janeiro de 2023.

Durante uma discussão, parlamentares presentes atribuíram a Abilio uma declaração feita fora do microfone após uma fala de Erika Hilton. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) classificou a manifestação como homofóbica e pediu providências à presidência da comissão. Abilio contestou a acusação na ocasião. 

O episódio chegou a ser objeto de diligências da Polícia Legislativa do Senado. Documento oficial da CPMI registra que materiais resultantes da análise de áudio e imagens foram encaminhados aos dois parlamentares envolvidos. 

PGR denunciou Abilio por injúria

Em dezembro de 2024, a Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Abilio por injúria relacionada ao episódio. O processo ficou sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. 

Agora, mais de três anos depois do ocorrido, o prefeito tornou pública a retratação como parte das condições da transação penal oferecida pela PGR.