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Dermatite atópica afeta pele, sono e autoestima; veja cuidados e tratamentos
Doença inflamatória crônica provoca coceira intensa, pode prejudicar a qualidade de vida e ainda enfrenta preconceito por falta de informação
23/09/2026 07h20
Por: Redação H1MT
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica que pode causar impactos que vão muito além das lesões na pele. Coceira intensa, dificuldades para dormir, queda no rendimento escolar ou profissional, isolamento social e problemas relacionados à autoestima estão entre as consequências enfrentadas pelos pacientes.

Nesta quarta-feira (23), quando é celebrado o Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica, especialistas reforçam a importância da informação, do diagnóstico e do tratamento adequado. A data foi oficializada no Brasil pela Lei nº 14.916/2024.

A doença costuma atingir regiões de dobras, como atrás dos joelhos, cotovelos e pescoço, mas também pode aparecer no rosto, mãos e outras partes do corpo. A coceira é um dos principais sintomas e, em quadros mais graves, pode provocar feridas e deixar a pele extremamente sensível.

Doença não é contagiosa

Apesar das manifestações visíveis na pele, a dermatite atópica não é contagiosa. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o desconhecimento ainda leva pacientes a enfrentarem preconceito, bullying e afastamento do convívio social.

A dermatologista Rosana Lazzarini explica que a coceira intensa pode comprometer o sono e, consequentemente, diminuir o rendimento no trabalho e na escola. Segundo ela, cerca de 40% das crianças que apresentam dermatite atópica continuarão convivendo com a doença na vida adulta.

Não existe uma causa única definida. Fatores genéticos, ambientais e imunológicos estão associados ao desenvolvimento da doença. Estresse e determinados fatores ambientais também podem contribuir para o agravamento das crises em alguns pacientes.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da dermatite atópica é principalmente clínico. O médico avalia as lesões, a recorrência dos sintomas, os períodos de melhora e piora e a presença de coceira de difícil controle. Exames complementares podem ser solicitados para descartar outras condições.

A hidratação frequente da pele é um dos principais cuidados. Especialistas também recomendam banhos rápidos, evitando água muito quente e o uso excessivo de sabonete. Dependendo da gravidade, o tratamento médico pode incluir corticosteroides tópicos, fototerapia, imunossupressores e medicamentos específicos que atuam no processo inflamatório.

Por se tratar de uma doença crônica, a dermatite atópica pode apresentar períodos de melhora e de piora. O acompanhamento médico é importante para definir o tratamento mais adequado para cada paciente e controlar os sintomas.