A disputa pelo comando da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) ganhou um novo capítulo e chegou à Justiça. Uma prefeitura de Mato Grosso ingressou com ação para tentar impedir a realização da eleição marcada para a próxima quarta-feira (16) e, consequentemente, barrar a tentativa de reeleição do atual presidente da entidade, Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho.
A movimentação ocorre em meio a questionamentos sobre mudanças recentes promovidas nas regras internas da associação e sobre a rapidez do processo eleitoral para definir a gestão do período de 2027 a 2029.
Maninho, ex-prefeito de Colíder, registrou a chapa “AMM + Forte e Presente”, única inscrita para a disputa.
A eleição acontece após alterações recentes no regimento da AMM. Entre as mudanças está a definição de mandato de três anos para a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal, com possibilidade de uma reeleição consecutiva.
As novas regras também estabeleceram critérios para participação na disputa, incluindo filiação ininterrupta à entidade por pelo menos dois anos e condições para que ex-prefeitos possam concorrer.
Maninho assumiu definitivamente o comando da AMM neste ano após a saída de Leonardo Bortolin, de quem era vice na chapa eleita anteriormente. Poucos meses depois de chegar à presidência, agora busca permanecer no cargo por mais um mandato.
O calendário também virou motivo de questionamentos entre prefeitos.
A votação foi marcada para 16 de setembro, poucos dias depois do encerramento do prazo para registro das chapas. O voto será presencial e restrito aos prefeitos em exercício que estejam regulares com a associação.
O prefeito de Nobres, Zé Domingos Fraga, já vinha criticando publicamente as alterações no estatuto e defendendo que a AMM fosse comandada por prefeitos que efetivamente estejam no exercício do mandato. Apesar da articulação de um grupo de oposição, nenhuma chapa adversária foi registrada dentro do prazo.
Sem adversários formalmente inscritos, Maninho caminha para disputar sozinho a presidência da associação.
A chapa apresentada pelo atual presidente reúne prefeitos de diferentes municípios de Mato Grosso e tem o deputado federal Juarez Costa como presidente de honra.
Agora, a tentativa de impedir judicialmente a realização do pleito coloca ainda mais pressão sobre uma eleição que já vinha provocando divergências entre gestores municipais.
A Justiça deverá analisar os argumentos apresentados na ação e decidir se existem fundamentos para interferir no calendário eleitoral da entidade.