O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a fazer duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante ato realizado nesta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo.
Diante de apoiadores, Flávio classificou Moraes como uma “laranja podre” e afirmou que é necessário preservar o STF como instituição, separando a atuação do ministro dos demais integrantes da Corte.
Em seu discurso, Flávio afirmou:
“Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte.”
Na sequência, o candidato declarou que o Supremo, o Judiciário e a magistratura não podem ser resumidos à atuação de Moraes.
O discurso mostra uma estratégia de concentrar as críticas diretamente em Alexandre de Moraes, ao mesmo tempo em que Flávio afirma defender a preservação e a credibilidade institucional do Supremo.
Flávio também afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende indicar ministros ao STF alinhados a pautas conservadoras e declarou que Alexandre de Moraes “vai cair”.
O candidato disse que pretende escolher nomes contrários ao aborto, às drogas e ao que chama de “ideologia de gênero nas escolas”, além de magistrados que, segundo ele, respeitem a Constituição e não persigam adversários políticos.
A afirmação de que Moraes deixará o Supremo é uma declaração política de Flávio Bolsonaro. A saída de um ministro do STF não pode ser determinada unilateralmente pelo presidente da República.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também esteve entre os principais alvos do discurso.
Flávio associou politicamente Lula a Moraes e afirmou que uma eventual reeleição do petista abriria espaço para novas indicações ao Supremo. “Quem vota em Lula, vota em Alexandre de Moraes”, declarou.
O candidato também fez acusações contra integrantes do governo e da Polícia Federal. Algumas dessas afirmações foram apresentadas sem provas, conforme registraram veículos que acompanharam o ato.
As declarações ocorrem em um momento de forte tensão política envolvendo Alexandre de Moraes, especialmente após os recentes desdobramentos relacionados ao caso Banco Master e ao embate institucional com o ministro André Mendonça.
Flávio já havia chamado Moraes de “laranja podre” no sábado (5), durante uma visita a Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, em Ponta Grossa (PR).
Dois dias depois, o candidato repetiu a expressão diante dos apoiadores na Avenida Paulista, indicando que as críticas ao ministro deverão ocupar espaço relevante na campanha presidencial de 2026.