Um novo laudo elaborado pela equipe do Centro Integrado de Atenção Psicossocial Adauto Botelho, em Cuiabá, recomenda a desinternação de Lumar Costa da Silva, responsável pela morte da própria tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos, em um crime ocorrido em 2019, em Sorriso.
O caso ganhou repercussão nacional pela brutalidade. Maria Zélia foi morta a facadas e teve o coração retirado pelo sobrinho após o assassinato.
De acordo com o novo relatório, Lumar apresenta atualmente estabilidade clínica, sem sinais de psicose, agitação ou comportamento agressivo.
A avaliação descreve o paciente como lúcido e orientado, com humor estável, discurso organizado e sem presença de delírios. O documento também aponta que ele apresenta juízo crítico da realidade e compreensão sobre sua condição de saúde mental.
Com base nessa avaliação, a equipe do Adauto Botelho recomenda que Lumar deixe a internação hospitalar.
Isso, porém, não significa que ele será automaticamente colocado em liberdade. A desinternação ainda depende de decisão judicial.
Lumar já havia deixado a unidade psiquiátrica em junho de 2025 e retornado para Campinas, em São Paulo.
Meses depois, em novembro, ele voltou a ser preso após ser acusado de ameaçar a ex-esposa. Diante do episódio, a Justiça determinou seu retorno ao Adauto Botelho, onde permanece internado.
Agora, a possibilidade de uma nova desinternação volta a ser analisada.
Antes de decidir, a Justiça determinou a realização prioritária de um exame de cessação de periculosidade pela Politec. O resultado deverá ser considerado na análise sobre a possibilidade de Lumar passar a receber tratamento ambulatorial em Campinas, sob supervisão e curatela do pai.
O assassinato ocorreu em julho de 2019, em Sorriso.
Lumar matou a tia a facadas e, posteriormente, retirou o coração da vítima.
Durante o processo criminal, ele foi submetido a exame de sanidade mental. A perícia apontou transtorno afetivo bipolar tipo 1 e concluiu que, no momento do crime, ele não possuía capacidade de compreender o caráter ilícito de seus atos.
O laudo foi homologado pela Justiça em 2021 e Lumar foi considerado inimputável. Por essa razão, não foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Apesar da recomendação médica favorável, caberá ao Judiciário definir se existem condições para uma nova desinternação.
O exame de cessação de periculosidade será um dos elementos considerados antes de qualquer decisão sobre a substituição da internação por acompanhamento ambulatorial.
O caso volta a chamar atenção justamente porque Lumar já havia sido desinternado anteriormente e retornou à internação meses depois, após o episódio envolvendo a ex-esposa.