Faltando apenas 30 dias para as eleições de 2026, a campanha de Rafael Machado (Podemos) entra em uma nova fase. O ex-prefeito de Campo Novo do Parecis intensifica agendas, amplia sua presença regional e trabalha para transformar o crescimento político das últimas semanas em votos para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Rafael chega à reta decisiva da eleição em um momento diferente daquele em que iniciou oficialmente a campanha. Além da candidatura a deputado estadual, ele assumiu a coordenação regional da campanha de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso, função que ampliou sua participação nas articulações políticas do Noroeste e do Chapadão do Parecis.
Nesta sexta-feira (4), a movimentação ganha um ingrediente importante: Pivetta chega a Campo Novo do Parecis, principal base eleitoral de Rafael, onde a expectativa é de reuniões com o candidato e lideranças locais.
Nas últimas semanas, Rafael acelerou sua agenda fora de Campo Novo do Parecis.
A campanha avançou por municípios do Noroeste, com encontros políticos e reuniões com lideranças. Em Sapezal, por exemplo, Rafael realizou adesivaço e contou com a participação do ex-prefeito Valcir Casagrande, um dos apoiadores de sua candidatura no município.
O candidato também esteve em Brasnorte e Juína, onde participou de encontros com lideranças e representantes de diferentes segmentos.
Essa expansão regional está diretamente ligada ao discurso adotado por Rafael desde o início da campanha: transformar a força econômica do Chapadão do Parecis e do Noroeste em maior representatividade política dentro da Assembleia Legislativa.
A escolha de Rafael para coordenar regionalmente a campanha de Pivetta teve peso político.
Ex-prefeito por dois mandatos, Rafael passou a atuar não somente em sua própria candidatura, mas também na articulação do projeto governista com prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, empresários, produtores e demais lideranças da região.
Na prática, as duas campanhas passaram a caminhar de maneira cada vez mais próxima.
Enquanto Rafael trabalha para ampliar o projeto de Pivetta no Noroeste, sua presença ao lado do governador também aumenta sua exposição e capacidade de articulação nos municípios.
A escolha reforça uma relação política construída ao longo dos anos e coloca Rafael como um dos homens de confiança de Pivetta na região.
Outro fator importante está dentro do próprio partido.
Sob a liderança estadual de Max Russi, o Podemos montou uma chapa considerada competitiva e estabeleceu como meta eleger até seis deputados estaduais em Mato Grosso.
A projeção foi anunciada pelo próprio comando da legenda desde a chegada de Max ao Podemos. A presidente nacional do partido, Renata Abreu, também declarou que a meta para Mato Grosso é conquistar seis cadeiras estaduais.
É nesse cenário que Rafael tenta se colocar entre os nomes competitivos da chapa.
A candidatura foi homologada em agosto e, desde então, o ex-prefeito vem buscando ampliar sua votação para além de Campo Novo do Parecis, condição considerada fundamental para entrar na disputa pelas cadeiras que o Podemos pretende conquistar.
A presença de Pivetta em Campo Novo do Parecis nesta sexta-feira acontece justamente quando a eleição entra em sua fase mais importante.
A expectativa é de que governador, Rafael e lideranças locais discutam estratégias para os últimos 30 dias de campanha.
Campo Novo é estratégico para os dois projetos.
Para Pivetta, trata-se de um dos principais municípios do Chapadão do Parecis e uma base importante para ampliar sua votação regional.
Para Rafael, é o coração de sua campanha e o município onde construiu sua trajetória política após dois mandatos como prefeito.
Por isso, o encontro também carrega uma mensagem política: fortalecer Pivetta para o Governo e, paralelamente, consolidar Rafael como o nome do grupo para buscar representação da região na Assembleia.
A partir de agora, começa a contagem regressiva.
Rafael tem 30 dias para transformar o crescimento de sua presença regional, os apoios conquistados e a proximidade com Pivetta em votos suficientes para entrar entre os eleitos do Podemos.
A missão não é simples. A eleição proporcional depende não apenas da votação individual do candidato, mas também do desempenho da chapa e das regras de distribuição das cadeiras.
Mas Rafael chega ao último mês eleitoral com ativos que não possuía na mesma dimensão no começo da campanha: maior circulação regional, novas lideranças em seu entorno e a responsabilidade de comandar a campanha de Pivetta em uma região estratégica do Estado.
Se o Podemos conseguir atingir a ambiciosa meta traçada por Max Russi de conquistar até seis cadeiras na Assembleia, Rafael trabalha para estar justamente entre esses nomes.
Os próximos 30 dias serão decisivos para saber se o ex-prefeito conseguirá transformar a força construída em Campo Novo do Parecis e o avanço pelo Noroeste em algo que a região busca há anos: uma cadeira própria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.