Geral JUSTIÇA
Preso suspeito de matar policial que dava aula de jiu-jitsu em MT é indiciado por dois crimes e pode pegar pena de até 30 anos
Segundo a Polícia Civil, crime foi motivado por ciúmes do suspeito ao descobrir um relacionamento extraconjugal entre a companheira e a vítima, que durava havia mais de dois anos.
17/08/2026 16h07
Por: Redação H1MT
Reprodução

Jhonatan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi indiciado por homicídio qualificado com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, pela morte do policial militar e instrutor de artes marciais, Renato Oliveira Aragão, ocorrida durante uma aula de jiu-jitsu, no dia 4 deste mês, em um centro comunitário em Várzea Grande (MT).

O indiciamento do suspeito ocorre após a Polícia Civil, Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluir o inquérito policial relacionado às investigações do homicídio nesta segunda-feira (17). Jhonatan foi preso em flagrante logo após o crime ao ser imobilizado por alunos de Renato.

De acordo com informações da Polícia Militar, Renato ministrava uma aula de jiu-jitsu dentro de um projeto social desenvolvido pelo 25º Batalhão da PM, quando foi surpreendido pelo suspeito, que invadiu o espaço e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra o policial.

Após ser atingido, o professor de jiu-jitsu foi socorrido por uma equipe da Polícia Militar e encaminhado à UPA do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, porém não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Jhonatan Vieira dos Santos, teve a prisão mantida após audiência de custódia, realizadapelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande. Na decisão, o magistrado converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

A Polícia Civil ainda aguarda o resultado dos laudos de balística envolvendo a arma usada no crime, bem como laudos complementares.

O investigado segue preso preventivamente e o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário onde ficará à disposição do Ministério Público (MPMT) para análise e possível oferecimento de denúncia. Se condenado, as penas variam de 12 a 30 anos de reclusão.

Motivação do crime seria relacionamento extraconjugal

Ao ser interrogado na DHPP, o suspeito ficou em silêncio. Contudo, segundo a Polícia Civil, todas as informações colhidas confiram sua autoria, bem como sua ação isolada no crime. A arma utilizada pertencia ao investigado, com posse irregular há vários anos.

Nas investigações, dentre os trabalhos realizados, depoimentos das testemunhas e pessoas com vínculo entre vítima e suspeito, demonstraram que o crime teve motivação passional. Renato teria um caso com a companheira do suspeito, situação que perdurava há mais de 2 anos entre términos e reatamentos.