Jhonatan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi indiciado por homicídio qualificado com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, pela morte do policial militar e instrutor de artes marciais, Renato Oliveira Aragão, ocorrida durante uma aula de jiu-jitsu, no dia 4 deste mês, em um centro comunitário em Várzea Grande (MT).
O indiciamento do suspeito ocorre após a Polícia Civil, Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluir o inquérito policial relacionado às investigações do homicídio nesta segunda-feira (17). Jhonatan foi preso em flagrante logo após o crime ao ser imobilizado por alunos de Renato.
De acordo com informações da Polícia Militar, Renato ministrava uma aula de jiu-jitsu dentro de um projeto social desenvolvido pelo 25º Batalhão da PM, quando foi surpreendido pelo suspeito, que invadiu o espaço e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra o policial.
Após ser atingido, o professor de jiu-jitsu foi socorrido por uma equipe da Polícia Militar e encaminhado à UPA do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, porém não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Jhonatan Vieira dos Santos, teve a prisão mantida após audiência de custódia, realizadapelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande. Na decisão, o magistrado converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
A Polícia Civil ainda aguarda o resultado dos laudos de balística envolvendo a arma usada no crime, bem como laudos complementares.
O investigado segue preso preventivamente e o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário onde ficará à disposição do Ministério Público (MPMT) para análise e possível oferecimento de denúncia. Se condenado, as penas variam de 12 a 30 anos de reclusão.
Motivação do crime seria relacionamento extraconjugal
Ao ser interrogado na DHPP, o suspeito ficou em silêncio. Contudo, segundo a Polícia Civil, todas as informações colhidas confiram sua autoria, bem como sua ação isolada no crime. A arma utilizada pertencia ao investigado, com posse irregular há vários anos.
Nas investigações, dentre os trabalhos realizados, depoimentos das testemunhas e pessoas com vínculo entre vítima e suspeito, demonstraram que o crime teve motivação passional. Renato teria um caso com a companheira do suspeito, situação que perdurava há mais de 2 anos entre términos e reatamentos.