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Abilio critica operações contra políticos em período eleitoral
Prefeito comentou sobre investigação de suposto desvio de R$ 308 milhões em transação entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi
16/08/2026 08h52
Por: Redação H1MT
RepórterMT

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou a realização de operações policiais contra políticos durante o período eleitoral. A declaração foi dada ao comentar a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto desvio de dinheiro em uma transação financeira de R$ 308 milhões entre o Governo do Estado e a operadora de telefonia Oi.

Apesar de se declarar favorável a investigações quando houver indícios de irregularidades, o prefeito defendeu que é preciso diferenciar uma investigação legítima de uma ação realizada para investigar atos do passado apenas para atrapalhar a campanha.

“Imagina alguém querer investigar um fato do passado que já não está mais acontecendo ou não estaria acontecendo dentro desse período, apenas para tumultuar o processo eleitoral. Acho que esse é o X da questão”, disse.

Entre os alvos da Operação Heritage, estão o ex-governador e candidato a senador Mauro Mendes (União); a ex-primeira-dama do Estado e candidata a deputada federal Virginia Mendes (União); o deputado federal e candidato à reeleição Fábio Garcia (União); o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho; o ex-procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes; o desembargador Ricardo Almeida; o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda, além de familiares de alguns dos alvos.

À imprensa, Abilio sugeriu que a finalidade da operação é política e relembrou investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em período anterior ao período eleitoral, que, segundo ele, teriam como objetivo atrapalhar o processo eleitoral.

“Há uma diferença entre a investigação e a instrumentalização de um ato político. Existe uma grande diferença disso”, afirmou.

Por fim, o prefeito disse que algumas operações parecem ser destinadas apenas a gerar exposição pública durante a disputa eleitoral.

“Tem atos que às vezes parecem só para fazer mídia. Tem atos que parecem só para fazer ações publicitárias. Mas está tudo certo, não tem problema”, acrescentou.

Um dos impactos da Operação Heritage no pleito eleitoral deste ano, até o momento, foi a desistência de Fábio Garcia, que havia sido lançado como candidato a vice-governador na chapa do governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos); além da exoneração de Mauro Carvalho e de Francisco Lopes.

Recentemente, o deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) também defendeu a proibição de operações policiais contra candidatos nos seis meses que antecedem as eleições, com uma pausa nas investigações de crimes durante o período eleitoral. 

Com informações do RepórterMT