Política EM BARRA DO BUGRES
Por um voto, Câmara de Barra do Bugres rejeita cassação de vereador Júnior Chaveiro
Sete parlamentares votaram pela cassação de Júnior Chaveiro, mas quatro abstenções impediram que fosse alcançado o quórum de dois terços exigido para a perda do mandato.
28/07/2026 08h03
Por: Redação H1MT
Reprodução

A Câmara Municipal de Barra do Bugres (MT) rejeitou, nesta segunda-feira (27), o pedido de cassação do mandato do vereador Laércio Norberto Júnior (PL), conhecido como Júnior Chaveiro. Apesar de sete parlamentares votarem favoravelmente à perda do mandato, a cassação não foi aprovada porque não alcançou o quórum qualificado de dois terços exigido pelo Regimento Interno.

A decisão foi tomada duas semanas depois de o vereador ter sido absolvido pela Justiça da acusação de agredir a ex-namorada, servidora da Câmara, com uma chave de rodas.

O processo de cassação teve origem em uma denúncia apresentada pelo ex-vereador Edilson de Oliveira, conhecido como Bocão. Durante a sessão, foram lidos a denúncia e o relatório da comissão processante. Em seguida, os vereadores discutiram o parecer, e Laércio, acompanhado da defesa, fez sustentação oral antes da votação nominal.

Ao final, sete vereadores votaram pela cassação, nenhum foi contrário e quatro se abstiveram. Como eram necessários oito votos para atingir o quórum de dois terços, o mandato foi mantido.

Veja como votou cada vereador

Favoráveis à cassação

Abstenções

Acusação de violência

Laércio Norberto Júnior foi preso em Cuiabá após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. À época, ele chegou a ser considerado foragido, mas afirmou que não havia fugido e que se apresentou às autoridades assim que tomou conhecimento do mandado.

As investigações começaram depois que a então companheira registrou um boletim de ocorrência denunciando agressões. Segundo o documento, ela apresentava ferimentos e solicitou medidas protetivas.

O caso também teve repercussão política. O vereador foi afastado do mandato e da presidência da Câmara Municipal de Barra do Bugres por decisão dos próprios parlamentares. O Partido Liberal (PL) também anunciou seu afastamento das funções partidárias e abriu um processo interno para analisar sua permanência na legenda.

Desde o início da investigação, Laércio negou as acusações. A defesa sustentou que não houve agressão e afirmou que a inocência seria demonstrada ao longo do processo.

No julgamento criminal, a Justiça absolveu o vereador após a retratação da vítima e diante da ausência de provas suficientes para sustentar a condenação, conforme manifestação do Ministério Público.