Polícia POLÍCIA
Investigada por adotar gatos para matá-los volta à prisão em Cuiabá após romper tornozeleira
Larissa Karolina Silva Moreira foi presa novamente nesta segunda-feira (6) após romper a tornozeleira eletrônica imposta como medida cautelar.
07/07/2026 07h02
Por: Redação H1MT
Reprodução

Estudante Larissa Karolina Silva Moreira, 28, acusada de maus-tratos, foi presa novamente nesta segunda-feira (6) após romper a tornozeleira eletrônica que utilizava desde que foi solta, em 25 de julho de 2025. Ela deveria seguir sob monitoramento eletrônico como medida cautelar para relaxamento da prisão preventiva.

Ela havia sido presa em 13 de junho do ano passado em investigação da Delegacia de Meio Ambiente (Dema), por adotar animais em vulnerabilidade para praticar maus-tratos que resultaram na morte deles. Na época, três corpos de gatos foram achados em área de mata perto da residência da jovem.

Imagens de câmeras de segurança registradas na rua onde a jovem morava mostraram a estudante carregando sacolas com os animais para jogar em um terreno baldio.

Durante as investigações, a equipe da Dema ouviu 11 testemunhas, levantou relatórios investigativos e imagens, que comprovaram a atuação da investigada no crime. Ela foi indiciada por maus-tratos qualificados a animais domésticos com resultado morte.

Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) feito a partir do cadáver de gato encontrado em saco plástico em terreno baldio próximo à residência de Larissa Karolina Silva Moreira, aponta para “indícios compatíveis de maus-tratos”.

Segundo o documento, foram constatadas lesão extensa na cabeça do animal, na região perianal com presença de orifício ou laceração sugestiva de possível trauma, e um material plástico amarrado ao redor do pescoço do animal.

Prisão revogada e rompimento de tornozeleira anterior

Larissa teve a prisão preventiva revogada em 25 de julho de 2025, um mês após ser presa. Decisão da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) cita que não foram encontrados indícios de que a acusada voltaria a praticar novos delitos.

O desembargador Orlando Perri acatou o pedido da defesa de Larissa pela soltura e considerou que a decisão que decretou a prisão preventiva se baseou em um “flagrante presumido”, já que não foi presa na sequência da prática do crime.

Na época, foram impostas medidas cautelares diversas da prisão, como monitoramento eletrônico, declaração de endereço e comunicação em caso de eventual mudança, comparecimento quinzenal em juízo para justificar atividades e recolhimento no período noturno, finais de semana e dias de folga.

Esta é a segunda vez que Larissa rompe a tornozeleira. A primeira foi registrada em  17 de agosto de 2025. Na ocasião, a juíza Fernanda Mayumi Kobayashi, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, intimou a defesa de Larissa para prestar esclarecimentos.

O equipamento foi recolocado e novamente rompido recentemente.