A disputa pelo mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, ganhou um novo capítulo. A farmacêutica Ávita Care aparece entre as empresas mais avançadas no processo de desenvolvimento de uma versão nacional da caneta emagrecedora, posicionando-se para entrar em um segmento que pode movimentar mais de R$ 15 bilhões nos próximos anos.
O movimento ocorre após o vencimento da patente da semaglutida no Brasil, encerrando a exclusividade da dinamarquesa Novo Nordisk sobre a fabricação do medicamento. Com isso, diversas farmacêuticas passaram a disputar espaço para lançar produtos equivalentes, ampliando a concorrência e aumentando a expectativa por preços mais acessíveis ao consumidor.
A primeira empresa a obter aprovação regulatória foi a EMS, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar o Ozivy, medicamento com semaglutida sintética e mesmo princípio ativo do Ozempic. O lançamento abriu caminho para outras fabricantes que aguardam análise de seus registros junto à agência reguladora.
Segundo informações do setor, a Ávita Care figura entre as companhias mais bem posicionadas para ingressar nesse mercado. A expectativa é que a entrada de novos concorrentes aumente a oferta de medicamentos e pressione os preços para baixo, ampliando o acesso aos tratamentos para diabetes tipo 2 e obesidade.
Especialistas avaliam que a expansão do mercado não será impulsionada apenas pela perda de patente, mas também pela crescente demanda por terapias baseadas em agonistas de GLP-1, classe de medicamentos que ganhou popularidade mundial pelos resultados no controle glicêmico e na perda de peso.
A tendência é que os próximos meses sejam marcados por uma intensa disputa comercial entre laboratórios nacionais e multinacionais. Além da Ávita Care, outras empresas já trabalham para colocar suas versões no mercado, transformando o setor farmacêutico em uma das arenas de maior crescimento da indústria da saúde no país.