A Polícia Civil de Mato Grosso revelou novos detalhes sobre o assassinato da jovem Clara Vitória da Silva, de 23 anos, encontrada morta dentro da própria casa no bairro Vila Esmeralda, em Tangará da Serra.
Segundo as investigações, o principal suspeito do crime, um homem de 35 anos que era vizinho da vítima, teria enviado mensagens de conteúdo obsceno para Clara dias antes do assassinato. Ele foi preso em flagrante nesta terça-feira (12) e deverá responder pelos crimes de feminicídio e estupro.
De acordo com a polícia, testemunhas relataram que conversaram com a jovem até por volta das 21h. Após esse horário, Clara deixou de responder mensagens, e cerca de uma hora depois o celular dela já não recebia mais ligações nem notificações.
Durante as investigações, policiais analisaram imagens de câmeras de segurança e identificaram sons semelhantes a agressões físicas entre 21h15 e 21h50, período em que a vítima deixou de manter contato com amigos e familiares.
Após mais de 15 horas de análise das imagens, os investigadores identificaram o suspeito circulando próximo à residência da jovem. Ele também foi flagrado jogando objetos por cima do muro de uma oficina mecânica da região.
No local, a polícia encontrou dois celulares danificados, uma nota de R$ 50 e um cartão bancário em nome do marido da vítima.
As imagens ainda mostraram que o suspeito não saiu da rua onde o crime aconteceu. Com isso, os policiais concentraram as buscas em três residências monitoradas, incluindo a casa do investigado, localizada em frente à residência de Clara.
Na casa do suspeito foram encontradas roupas que, segundo a investigação, seriam as mesmas usadas no dia do crime. Uma camiseta branca apresentava sinais de lavagem recente, mas ainda possuía marcas semelhantes a sangue.
O celular do investigado também foi apreendido e deve passar por perícia.
Segundo a Polícia Civil, Clara Vitória foi encontrada morta com ferimentos graves na cabeça e sinais de violência sexual. Uma amiga da vítima acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), porém a equipe médica apenas confirmou o óbito.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Tangará da Serra.