O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), comentou as amarrações do tabuleiro político para a sucessão estadual de 2026. Em um movimento de diplomacia, mas sem recuar de suas pretensões, Pivetta comentou a movimentação do senador Jayme Campos (União), que recentemente reafirmou sua disposição em disputar o Governo de Mato Grosso.
Para o governador, a disputa eleitoral é um processo natural que não deve interferir nas relações pessoais construídas ao longo de décadas. Pivetta revelou que esteve na residência de Jayme recentemente, em uma conversa que durou cerca de uma hora e meia.
"O Jayme é meu amigo e não se tornará meu inimigo se for candidato ao governo. Eu fui [na casa dele], cerca de um mês atrás ele também foi na minha casa. Foi prazeroso ver ele, o Júlio, [deputado estadual Julio Campos] são pessoas que eu respeito muito. Além da política, tem a amizade também", destacou.
Apesar da cortesia, o governador foi realista ao ser questionado se o grupo conseguirá um consenso em torno de um único nome. Ele indicou que as ambições partidárias e os projetos de cada legenda podem levar a palanques diferentes dentro do mesmo arco de alianças.
"Aí você vê o projeto [meu] e o projeto dele. Talvez não [haja consenso]. Mas se não chegar em consenso... Eleição é para isso. Nós vamos disputar, terá outros candidatos", disparou Pivetta, deixando claro que o Republicanos não pretende abrir mão de protagonismo.
Sobre as articulações em Brasília, onde o União Brasil possui uma estrutura robusta e Jayme Campos exerce forte influência nacional, Pivetta preferiu a cautela. Ele evitou comentar a possibilidade de o senador "cobrar" a vaga de candidato ao governo diretamente da cúpula nacional do partido, lembrando que seu foco está na organização interna do Republicanos e na montagem de chapas que possam abrigar lideranças que hoje buscam espaço.