Economia EFEITO GUERRA
Petróleo sobe 42% desde o início da guerra no Oriente Médio
Guerra entre Irã x EUA/Israel vem sendo fator para a alta
14/03/2026 14h18
Por: Redação H1MT
Imagem: Christian Hartmann - 06.out.2017/Reuters

O preço do barril de petróleo Brent, referência internacional para o petróleo, subiu mais de 42% desde o início da guerra no Oriente Médio, impulsionado pela queda nas entregas no Golfo Pérsico. Seu preço subiu de US$ 72,48 por barril em 27 de fevereiro para US$ 103,14 hoje.

O que aconteceu


O valor do barril passou de US$ 72,48 para US$ 103,14 hoje. O aumento representa uma alta de 11% apenas nesta semana.

Os preços voltaram a subir após os Estados Unidos aliviarem parte das sanções ao óleo russo. O alívio chegou a frear a alta, mas a proximidade do fim de semana levou investidores a manter posições de proteção.

O barril Brent registrou alta de 3,2% no meio da tarde, cotado a US$ 103,63. O movimento inverteu a tendência matinal, quando a commodity chegou a recuar para US$ 97,72.

As bolsas de valores recuaram em Nova York, na Europa e na Ásia. O mercado teme o avanço da inflação e o baixo crescimento global.

No Brasil o dólar fechou em alta e a Bolsa, em queda. O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, sendo vendido a R$ 5,314, enquanto o Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,91%. A guerra no Irã, o preço do petróleo e o PIB dos Estados Unidos - além de outros indicadores - influenciaram os mercados.

Impacto no abastecimento global


O Irã bloqueou o Estreito de Hormuz em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel. A região concentra a rota de um quinto de todo o comércio mundial de petróleo. O bloqueio levou à redução da oferta de petróleo e, consequentemente, ao aumento do preço.

A AIE (Agência Internacional de Energia) alertou para um risco histórico no setor. O órgão afirmou que o conflito pode provocar a maior interrupção de abastecimento na história do mercado de energia. Os países do Golfo do Oriente Médio, incluindo Iraque, Qatar, Kuait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, reduziram a produção total de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia, um volume equivalente a quase 10% da demanda mundial, como resultado do conflito, disse a IEA.