Política ELEIÇÕES 2026
Thiago Boava tem visita autorizada por Moraes e pode mudar o jogo no PL de Mato Grosso e expõe desgaste de Wellington Fagundes
Encontro entre Thiago Boava e Jair Bolsonaro reacende bastidores políticos e revela insatisfação de parte do partido com possível candidatura de Wellington ao governo
11/03/2026 07h11
Por: Redação H1MT
Reprodução

A autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o empresário e pré-candidato a deputado federal Thiago Boava visite o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília pode ter reflexos diretos no cenário político de Mato Grosso.

A visita está marcada para o dia 25 de abril, na unidade conhecida como “Papudinha”, e ocorre após pedido feito pela defesa de Bolsonaro para incluir o nome de Boava na lista de visitantes autorizados. A relação entre os dois é antiga e se fortaleceu ainda mais após a eleição da ex-deputada federal Amália Barros, esposa de Boava, que integrou o núcleo político mais próximo do ex-presidente em Brasília.

Nos bastidores da política mato-grossense, a visita tem sido interpretada como um movimento com potencial para impactar diretamente as articulações do Partido Liberal (PL) no estado. Uma ala significativa do partido demonstra crescente insatisfação com a possibilidade de o senador Wellington Fagundes ser novamente o nome do grupo para disputar o governo.

Lideranças ligadas ao bolsonarismo mais fiel avaliam que o partido precisa de renovação e de um nome que dialogue com a base mais ideológica do eleitorado. Nesse contexto, cresce a expectativa de que Thiago Boava — conhecido no meio político como “Hey Roy” — possa sair do encontro com Bolsonaro fortalecido politicamente e, possivelmente, com sinal verde para trilhar um caminho independente dentro do cenário estadual.

A leitura de parte do grupo político é clara: se houver uma chancela direta de Bolsonaro, Boava poderá se tornar uma peça importante na reorganização das forças do PL em Mato Grosso, inclusive evitando declarar apoio automático à eventual candidatura de Wellington Fagundes.

O movimento revela que, apesar da aparente unidade partidária, o PL vive um momento de tensão interna. A visita, que oficialmente é tratada como um encontro entre amigos, pode na prática representar o início de uma nova fase nas disputas políticas do estado — com possíveis reflexos diretos na corrida eleitoral de 2026.