Geral EM VARZEA GRANDE
'Precisamos de socorro', clama Moretti diante da falta d'água em Várzea Grande
Flávia Moretti (PL) afirmou que aceita ajuda até de intervenção do Estado, conforme sugerido pelo Tribunal de Contas (TCE), mas que deve ser decidido pela justiça.
02/12/2025 09h19
Por: Redação H1MT

“Estou precisando de socorro”. Foi assim, sem rodeios, que a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), resumiu a gravidade da crise hídrica que atinge o município a décadas. A gestora admite que não dará conta de solucionar o problema sozinho, especialmente por conta da deficiência financeira da cidade industrial, e não se opõe a intervenção estadual no Departamento de Água e Esgoto (DAE), sugerida pelo Tribunal de Contas do Estado.

Segundo Moretti, o município aguarda o relatório contratado junto a um instituto especializado de São Paulo para definir o futuro do DAE, que pode ser privatizado, vendido ou concedido à iniciativa privada, nos moldes do que ocorreu em Cuiabá.

“Estamos avaliando tudo. Pode ser privatização, venda ou concessão por alguns anos. Enquanto isso, estamos ampliando reservatórios, aumentando a adutora, instalando bombas e consertando redes”, afirmou.

Possível intervenção do Estado

A prefeita também comentou a recomendação feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que sugeriu ao governo avaliar uma intervenção no DAE diante da incapacidade técnica e financeira do município em resolver a distribuição de água.

“A intervenção fica a critério do governador e da Assembleia Legislativa, claro. Mas eu preciso de recursos. Se os recursos vierem via intervenção, eu agradeço”, afirmou Moretti.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, informou que vai pedir ao Ministério Público (MPMT) que acione a Justiça para determinar a intervenção do Governo do Estado no DAE. A decisão foi aprovada por unanimidade em novembro, depois que a análise das contas anuais de gestão da autarquia apontou grave descontrole fiscal, financeiro, contábil e administrativo. 

No entanto, o MPMT informou que ainda não recebeu a representação do TCE sobre o tema.

População segue no limite

Enquanto o impasse permanece, moradores seguem convivendo com longos períodos sem abastecimento. A aposentada Maria Martins de Oliveira relatou à reportagem que passa dias sem água até para tarefas básicas.

Falta água constantemente e eles [gestão municipal] falam que não podem fazer nada. Uma hora é a bomba que estraga e é assim. Sempre tem uma desculpa, mas nunca uma solução”.