Geral PROIBIDO
Várzea Grande proíbe propaganda política em uniformes escolares
Lei foi sancionada no mesmo mês em que a Câmara de Vereadores abriu uma comissão processante para apurar prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), por supostamente usar slogan em uniformes.
26/11/2025 09h08
Por: Redação H1MT

Em Várzea Grande (MT), uma nova lei proíbe qualquer tipo de propaganda política, logomarcas de gestões públicas ou símbolos partidários nos uniformes escolares do município. A regra vale para camisetas, bermudas, mochila e até o par de tênis que passam a fazer parte do kit distribuído gratuitamente aos estudantes.

Conforme a lei, sancionada no dia 11 de novembro, apenas o brasão municipal e o brasão nacional poderão ser inseridos nos materiais, como forma de padronizar o visual e impedir o uso eleitoral de itens custeados pelo poder público.

Além da regra sobre identidade visual, a lei determina que todos os estudantes da rede municipal receberão, todos os anos, um kit completo de uniforme composto por:

A distribuição será feita no início de cada ano letivo, diretamente pelas unidades educacionais, mediante assinatura dos pais ou responsáveis.

O texto determina que cabe ao município garantir “identidade e segurança” dos alunos por meio de vestimentas padronizadas. A padronização deve seguir critérios como:

Cada escola ficará responsável por incentivar e monitorar o uso adequado do uniforme no dia a dia.

Investigação contra prefeita

Os vereadores de Várzea Grande instauraram uma Comissão Processante para apurar possível promoção pessoal e violação aos princípios da administração pública atribuídas à prefeita.

A investigação foi aberta no dia 18 deste mês, com 17 votos favoráveis, após denúncia apresentada pelo morador Pedro Augusto Rodrigues Costa, que apontou o uso do slogan da gestão municipal nos uniformes distribuídos aos estudantes da rede pública.

Pedro Augusto argumenta que o slogan faz parte da comunicação oficial da prefeitura e que sua inserção nos uniformes pode caracterizar promoção pessoal com recursos públicos. Ele também destaca que o material é entregue a crianças e adolescentes, público considerado mais vulnerável à influência institucional.