Duas gigantes do agronegócio, a Amaggi e a Inpasa, puseram fim à parceria de ‘joint venture’, espécie de consórcio, que construiria usinas de etanol de milho em Mato Grosso. As multinacionais divulgaram a decisão na terça-feira (14). O investimento seria para a construção de três unidades no Estado e girava em torno de R$ 2,5 bilhões para cada uma.
A criação do novo consórcio ainda não estava formalizada, mas o anúncio da parceria havia sido em agosto e as negociações duraram menos de dois meses. Segundo nota divulgada pelas multinacionais, cada uma seguirá o próprio caminho.
Cada uma das plantas teria capacidade inicial de processar aproximadamente dois milhões de toneladas de milho por ano e a primeira seria em Rondonópolis. Campo Novo do Parecis e Querência também estavam sendo estudadas para receber o investimento.
‘Joint venture’ é o termo usado para a associação de duas ou mais empresas com o intuito de desenvolver um propósito específico. Na parceria, as empresas compartilham os recursos e os riscos do empreendimento, mas não se desfazem da sua individualidade jurídica.
Etanol de milho
Mato Grosso atingiu a liderança na produção nacional de etanol (cana e milho) na safra 2024/25, com 6,70 bilhões de litros, um aumento de 17,9% em relação ao período anterior. Atualmente, o estado conta com 18 indústrias de etanol, com mais quatro planejadas para os próximos anos.
Hoje, o estado concentra 77% da capacidade instalada nacional, com mais de 2,5 bilhões de litros ao ano, segundo a União Nacional do Etanol de Milho (Unem).
Produção de milho
O Estado também é o terceiro maior produtor de milho do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Nas últimas safras, o milho de segunda safra consolidou-se como um pilar da economia rural do estado. Em 2023/24, Mato Grosso produziu 43,8 milhões de toneladas de milho, respondendo por 38% da safra nacional.