Saúde Tangará da Serra
Prefeitura de Tangará da Serra não renovará contrato de empresa que gere UTI e fará nova licitação
Bezerra afirmou que um novo processo licitatório está em vias de abertura pelo município.
18/02/2025 18h46
Por: Redação H1MT
Reprodução

A falta de documentação da empresa Organização Goiana de Terapia Intensiva Ltda e divergências com a administração municipal levaram o município de Tangará da Serra a não renovar o contrato com a empresa até então responsável pelos dez leitos de Unidade de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Arlete Dayse Cichetti de Brito.

A confirmação é do secretário municipal de Saúde, Wellington Bezerra, em contato com a redação. Segundo ele, a empresa foi notificada de que não há interesse em renovação do contrato após o vencimento do mesmo, em 18 de março próximo.

Bezerra afirmou que um novo processo licitatório está em vias de abertura pelo município. A abertura do certame, inclusive, já foi comunicada à Câmara Municipal através de ofício 078/2025, que constou na sessão ordinária desta terça-feira (18). ““Não contestamos a prestação do serviço, e sim a documentação. A gente entende que há um problema e, por isso, optamos em não renovar e abrir um novo certame licitatório para assumir as UTIs do Hospital Municipal”, informou.

 
O certame acontecerá no próximo dia 24, na modalidade “Pregão Eletrônico”. O objeto informado no ofício é “contratação de pessoa jurídica especializada na prestação de serviços especializados técnico e administrativo, fornecimento de recursos humanos, recursos materiais, medicamentos e insumos farmacêuticos para o funcionamento de 10 (dez) leitos de UTI adulto tipo II nas dependências do Hospital Municipal Arlete Dayse Cichetti de Brito”.

Documentação e divergência

Nesse mês de fevereiro, problemas de documentação da empresa contratada gerou desacordo envolvendo o pagamento de serviços prestados no Hospital Municipal Arlete Dayse Cichetti de Brito. A irregularidade na documentação impediu o pagamento, conforme previsão em contrato (de n° 00012/ADM/2024) celebrado entre município e empresa.

A impossibilidade de pagamento gerou um clima divergente entre a Organização Goiana de Terapia Intensiva e o município, a ponto da empresa emitir comunicado ameaçando suspender os serviços alegando não receber um valor de aproximadamente R$ 3,3 milhões.

O município, através da Secretaria Municipal de Saúde, alegou que não realizou o pagamento porque faltaram documentos essenciais exigidos pela fiscalização dos serviços. “Nós temos zelo pela coisa pública e o pagamento está condicionado à apresentação de toda a documentação pertinente”, justificou o titular da pasta, secretário Wellington Bezerra.