O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, sugeriu ao Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), que rescinda o contrato o Consórcio Construtor BRT, durante uma visita técnica às obras do modal, nesta quinta-feira (30), em Cuiabá.
"Essas empresas que assumiram a obra definitivamente não tem condição de terminar. Então a dica, que eu entendo que é o caminho, é o Governo reincidir com essas empresas, fazer um emergencial e trazer uma empresa que comece e termine, com prazo", disse o presidente.
No dia 13 de janeiro, o governador criticou o atraso das obras e culpou as empresas contratadas pela demora. A previsão era que as obras terminassem em outubro do ano passado.
Na mesma data, o consórcio emitiu uma nota alegando que as obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) estão atrasadas por causa de disputas políticas do governo do estado com a Prefeitura de Cuiabá, inconsistências no edital de licitação, problemas no anteprojeto elaborado pelo estado e alterações no traçado.
Já a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informou que o modelo de contratação do BRT foi por meio do Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCI) e que, por isso, todo o detalhamento da obra e dos demais projetos são de responsabilidade da empresa contratada.
A pasta afirmou ainda que notificou o Consórcio 50 vezes sobre assuntos relacionados às obras.