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Tensão no mundo: Trump ameaça Putin e Maduro escala retórica militar
Primeiros dias da política externa de Trump são marcados por pressão contra Putin e tentativa de demonstração de força por Maduro
23/01/2025 11h45
Por: Redação H1MT Fonte: Metrópoles

O novo governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, já tem reflexos na geopolítica mundial. Nos primeiros dias da nova administração norte-americana, o russo Vladimir Putin foi alvo de ameaças caso não dê fim à guerra da Ucrânia, enquanto Nicolás Maduro aumentou a retórica militar após manter o poder na Venezuela, apesar de sua reeleição não ter sido reconhecida pela comunidade internacional.

O que aconteceu

No dia da posse de Trump nos EUA, o regime de Maduro anunciou o exercício militar “Escudo Bolivariano 2025”, com o objetivo declarado de defender a “paz e democracia” na Venezuela. A atividade termina nesta quinta-feira (23/1).

Apesar de não citar diretamente a mudança de poder nos EUA, a demonstração de força que envolve 150 mil militares acontece nos primeiros dias de Trump no poder, que, assim como seu antecessor, reconhece Edmundo González como o presidente eleito na Venezuela.

Horas após assumir a Casa Branca, Trump classificou a atual situação da Venezuela como um “desastre”, e disse estar de olho no país sul-americano.

Maduro ainda admitiu uma possível interferência no território colombiano. Segundo o líder chavista, o ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, atuou em uma ação na região de Catatumbo, no nordeste da Colômbia, onde 80 pessoas já morreram após conflitos entre guerrilhas.

Ameaça contra Putin

Dois dias após se sentar na cadeira presidencial dos EUA, Trump fez sua primeira ameaça contra a Rússia caso a paz não seja negociada com a Ucrânia.

Em uma publicação na rede social Truth, o presidente republicano chegou a elogiar o país e disse não ter a intenção de “machucar” a Rússia ou seu povo. Apesar do tom, Trump afirmou que pode usar a economia como uma arma contra o governo de Vladimir Putin.

Antes disso, o Kremlin voltou a dizer que Putin está disposto a discutir a guerra na Ucrânia com o presidente republicano. A Rússia, no entanto, tem enfatizado que é preciso abordar as “raízes” do conflito nas conversas, que ainda não têm uma data definida para acontecer.